Aquela que faz amar
Aquele que faz retribuir
Mãe e filho a viver
Aquela que faz sonhar
Aquele que faz acordar
Mãe e filho a amar
Aquela que faz remover
Aquele que faz enlouquecer
Mãe e filho a se envolver
Aquela que faz sorrir
Aquele que faz dormir
Mãe e filho a existir
Aquela que faz cantarolar
Aquela que faz proibir
Mãe e filho a desenvolver
Aquela que faz mudar
Aquele que faz inspirar
Mãe e filho a encantar
Aquela que faz reviver
Aquele que faz desenvolver
Mãe e filho a crescer
Aquela que faz conduzir
Aquele que faz sair
Mãe e filho a dividir
Mariana Rosell
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Mãe
Aquela que faz ninar
Aquela que faz beber
Aquela que faz dormir
Aquela que faz sonhar
Aquela que faz comer
Aquela que faz sorrir
Aquela que só faz banhar
Aquela que só faz sofrer
Aquela que só faz sorrir
Aquela que só faz criar
Aquela que só faz nascer
Aquela que não faz dormir
Aquela que faz brincar
Aquela que faz crescer
Aquela que faz partir
Aquela que só faz ligar
Aquela que só faz mexer
Aquela que só faz parir
Aquela que faz estudar
Aquela que faz correr
Aquela que faz rir
Aquela que só faz cantarolar
Aquela que só faz estremecer
Aquela que só faz cobrir
Aquela que faz andar
Aquela que faz mexer
Aquela que faz colidir
Aquela que só faz preocupar
Aquela que só faz proteger
Aquela que só faz suprir
Mariana Rosell
Aquela que faz beber
Aquela que faz dormir
Aquela que faz sonhar
Aquela que faz comer
Aquela que faz sorrir
Aquela que só faz banhar
Aquela que só faz sofrer
Aquela que só faz sorrir
Aquela que só faz criar
Aquela que só faz nascer
Aquela que não faz dormir
Aquela que faz brincar
Aquela que faz crescer
Aquela que faz partir
Aquela que só faz ligar
Aquela que só faz mexer
Aquela que só faz parir
Aquela que faz estudar
Aquela que faz correr
Aquela que faz rir
Aquela que só faz cantarolar
Aquela que só faz estremecer
Aquela que só faz cobrir
Aquela que faz andar
Aquela que faz mexer
Aquela que faz colidir
Aquela que só faz preocupar
Aquela que só faz proteger
Aquela que só faz suprir
Mariana Rosell
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Filho
Aquele que faz chorar
Aquele que faz correr
Aquele que não deixa dormir
Aquele que faz acordar
Aquele que faz adormecer
Aquele que faz sorrir
Aquele que só faz discordar
Aquele que só faz enraivecer
Aquele que só faz existir
Aquele que só faz teimar
Aquele que só faz dizer
Aquece que só faz sair
Aquele que faz mimar
Aquele que faz resolver
Aquele que faz desistir
Aquele que só faz desorientar
Aquele que só faz envolver
Aquele que só faz insistir
Aquele que faz amar
Aquele que faz entristecer
Aquele que faz explodir
Aquele que só faz badalar
Aquele que só faz contorcer
Aquele que só faz discernir
Aquele que faz modificar
Aquele que faz remexer
Aquele que faz conduzir
Aquele que só faz renovar
Aquele que só faz remover
Aquele que só faz permitir
Mariana Rosell
Aquele que faz correr
Aquele que não deixa dormir
Aquele que faz acordar
Aquele que faz adormecer
Aquele que faz sorrir
Aquele que só faz discordar
Aquele que só faz enraivecer
Aquele que só faz existir
Aquele que só faz teimar
Aquele que só faz dizer
Aquece que só faz sair
Aquele que faz mimar
Aquele que faz resolver
Aquele que faz desistir
Aquele que só faz desorientar
Aquele que só faz envolver
Aquele que só faz insistir
Aquele que faz amar
Aquele que faz entristecer
Aquele que faz explodir
Aquele que só faz badalar
Aquele que só faz contorcer
Aquele que só faz discernir
Aquele que faz modificar
Aquele que faz remexer
Aquele que faz conduzir
Aquele que só faz renovar
Aquele que só faz remover
Aquele que só faz permitir
Mariana Rosell
sábado, 2 de janeiro de 2010
E lá vem 2010...
Pensei muito e a dificuldade em escolher o primeiro texto de 2010 foi enorme. Então, achei que escrever um texto especialmente para a ocasião seria o mais adequado, mesmo que, talvez, ainda seja insuficiente.
O fim do ano é sempre da mesma forma: pessoas felizes, pessoas tristes, todos se abraçando, sorrindo ou chorando, muitos presentes, muita comida, muito desperdício e assim por diante. Não que eu não goste, pelo contrário, eu adoro essas datas, adoro ver a cidade toda se enfeitando, luzes, brilhos, pelúcias e papais-noéis vindos diretamente do Polo Norte para um país tropical sob efeitos do aquecimento global. Apesar de tudo, do clima nostálgico, do balancete anual, da saudade de quem foi, da esperança de quem vem; apesar de tudo que se esbanja, eu gosto do Natal e do Ano Novo.
Na véspera de Natal é aquela festa e a Xuxa na tevê, contando todo ano a mesma historinha sem graça, alterando apenas as roupas escandalosas e a Sasha, que está cada vez maior. Às vezes também muda os convidados que vão lá dublar algumas músicas natalinas / infantis, mas a Ivete tá lá todo ano; nada mais justo, já que Natal é época de reforçar os laços, de amizade inclusive.
Dia 31 tem São Silvestre e todo o ano os quenianos mostram o quanto o investimento brasileiro em esportes que não sejam o futebol ou alguns com mais destaque é insatisfatório. Tem show, tem festa, tem champagne, tem brinde, tem choro e tem uma esperança de que no ano que vai nascer tudo vai ser diferente. E é isso que me incomoda tanto. Não entendo muito bem porque as pessoas acham que só porque vai virar a meia-noite tudo vai mudar, tudo vai ser mais fácil. Nada cósmico acontece, é apenas mais uma madrugada que se inicia. Só porque resolvemos acreditar que um ano termina e o outro começa, não significa que as pessoas vão mudar e o mundo vai melhorar.
Não critico a esperança, a desejo, a necessito; mas ela não basta! Ação tem que estar junto, de braços dados, assim como fazemos durante a queima de fogos na Avenida Paulista ou na praia de Copacabana. Porque se não for assim, não vai adiantar nada e no fim desse ano vai ser tudo da mesma forma: Xuxa na tevê, quenianos dando show em terra tupiniquim e gente morrendo aos montes por causa da destruição diária da Natureza pelo Homem e por causa do descaso com a vida.
Que venha 2010!
Mariana Rosell
O fim do ano é sempre da mesma forma: pessoas felizes, pessoas tristes, todos se abraçando, sorrindo ou chorando, muitos presentes, muita comida, muito desperdício e assim por diante. Não que eu não goste, pelo contrário, eu adoro essas datas, adoro ver a cidade toda se enfeitando, luzes, brilhos, pelúcias e papais-noéis vindos diretamente do Polo Norte para um país tropical sob efeitos do aquecimento global. Apesar de tudo, do clima nostálgico, do balancete anual, da saudade de quem foi, da esperança de quem vem; apesar de tudo que se esbanja, eu gosto do Natal e do Ano Novo.
Na véspera de Natal é aquela festa e a Xuxa na tevê, contando todo ano a mesma historinha sem graça, alterando apenas as roupas escandalosas e a Sasha, que está cada vez maior. Às vezes também muda os convidados que vão lá dublar algumas músicas natalinas / infantis, mas a Ivete tá lá todo ano; nada mais justo, já que Natal é época de reforçar os laços, de amizade inclusive.
Dia 31 tem São Silvestre e todo o ano os quenianos mostram o quanto o investimento brasileiro em esportes que não sejam o futebol ou alguns com mais destaque é insatisfatório. Tem show, tem festa, tem champagne, tem brinde, tem choro e tem uma esperança de que no ano que vai nascer tudo vai ser diferente. E é isso que me incomoda tanto. Não entendo muito bem porque as pessoas acham que só porque vai virar a meia-noite tudo vai mudar, tudo vai ser mais fácil. Nada cósmico acontece, é apenas mais uma madrugada que se inicia. Só porque resolvemos acreditar que um ano termina e o outro começa, não significa que as pessoas vão mudar e o mundo vai melhorar.
Não critico a esperança, a desejo, a necessito; mas ela não basta! Ação tem que estar junto, de braços dados, assim como fazemos durante a queima de fogos na Avenida Paulista ou na praia de Copacabana. Porque se não for assim, não vai adiantar nada e no fim desse ano vai ser tudo da mesma forma: Xuxa na tevê, quenianos dando show em terra tupiniquim e gente morrendo aos montes por causa da destruição diária da Natureza pelo Homem e por causa do descaso com a vida.
Que venha 2010!
Mariana Rosell
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Peixes
Qual rio com poucos peixes,
Sou eu com os meus caros.
São poucos por questão
De adaptação, combinação.
Nem todo peixe vive no rio,
Nem todo peixe vive no mar.
Nem todo peixe consegue sobreviver
Aos alagamentos ou às secas;
Nem todo peixe ama tanto sua morada
A ponto de preferir resistir nela
A abandoná-la pelo oceano.
Uns se foram, outros, talvez,
Ainda virão.
E o vai-e-vem pode ser eterno.
O rio só deve se preocupar
Com os peixes que escolheram
Suas águas para nadar.
Preencho uma mão com
Os peixes que me são fieis,
E banhá-los é minha única preocupação.
Pois esses são os essenciais.
Não me importo se são poucos.
Pois de nada adianta
Rio farto de peixe
Se à primeira estiagem
Eles fogem para o mar.
Mariana Rosell
Sou eu com os meus caros.
São poucos por questão
De adaptação, combinação.
Nem todo peixe vive no rio,
Nem todo peixe vive no mar.
Nem todo peixe consegue sobreviver
Aos alagamentos ou às secas;
Nem todo peixe ama tanto sua morada
A ponto de preferir resistir nela
A abandoná-la pelo oceano.
Uns se foram, outros, talvez,
Ainda virão.
E o vai-e-vem pode ser eterno.
O rio só deve se preocupar
Com os peixes que escolheram
Suas águas para nadar.
Preencho uma mão com
Os peixes que me são fieis,
E banhá-los é minha única preocupação.
Pois esses são os essenciais.
Não me importo se são poucos.
Pois de nada adianta
Rio farto de peixe
Se à primeira estiagem
Eles fogem para o mar.
Mariana Rosell
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A alma e a dança
É a minha alma que está ali, no palco a dançar, expressando-se por meio do meu instrumento carnal. Ela, que se manifesta por mim, salta e valsa sob a luz dos holofotes, sob os olhos atentos da plateia, sujeita a todo tipo de crítica: elogio ou maldizer.
Exposta em seu íntimo, faz de si o melhor para agradar ao expectador. Talvez nem saiba que mais bem faz a mim, que me curo de qualquer dor sempre que me empresto ao seu ofício.
A música me penetra, movimentando inconscientemente tudo o que me compõe, encantando cada olhar apreciador, suavizando cada ouvido interessado. Sonorizada pelo tom mais doce, que é todo tom, a minha alma dedica-se sempre mais ao movimento, realizando cada simples piscar de olhos com a mais pura dedicação.
Entrega-se inteira, me preenche por completo e expõe todo o sentimento, sem ter consciência da energia floreada, tudo o que me faz ser quem sou: minha dança à flor da pele.
Mariana Rosell
Exposta em seu íntimo, faz de si o melhor para agradar ao expectador. Talvez nem saiba que mais bem faz a mim, que me curo de qualquer dor sempre que me empresto ao seu ofício.
A música me penetra, movimentando inconscientemente tudo o que me compõe, encantando cada olhar apreciador, suavizando cada ouvido interessado. Sonorizada pelo tom mais doce, que é todo tom, a minha alma dedica-se sempre mais ao movimento, realizando cada simples piscar de olhos com a mais pura dedicação.
Entrega-se inteira, me preenche por completo e expõe todo o sentimento, sem ter consciência da energia floreada, tudo o que me faz ser quem sou: minha dança à flor da pele.
Mariana Rosell
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Das flores e do povo
Brotam novas a cada dia,
Ao amanhecer se entregam
Ao mundo, as flores de toda
A vida.
Desperta cansado todo dia
O povo humilde que se entrega
Ao poder de todos os senhores,
Os mandantes.
E elas crescem e desenvolvem
As cores; e as flores
Fazem da cidade algo
Um pouco mais colorido.
E ele vai comprimido
Pelos seus pares, pelos trilhos
E trajetórias semelhantes,
Massacrantes.
Perfumam, embelezam, sorriem,
Fazem sorrir, cheirar e amar.
À noite repousam sua beleza
Para no dia seguinte brotar.
Caminha, corre, sorri;
É feito cochilar pelo desgaste.
À noite repousa seu corpo cansado
Para no dia seguinte despertar.
E assim se dá a rotina
Semelhante ou dispare,
Porque das flores e do povo
Só difere o teu olhar.
Mariana Rosell
Ao amanhecer se entregam
Ao mundo, as flores de toda
A vida.
Desperta cansado todo dia
O povo humilde que se entrega
Ao poder de todos os senhores,
Os mandantes.
E elas crescem e desenvolvem
As cores; e as flores
Fazem da cidade algo
Um pouco mais colorido.
E ele vai comprimido
Pelos seus pares, pelos trilhos
E trajetórias semelhantes,
Massacrantes.
Perfumam, embelezam, sorriem,
Fazem sorrir, cheirar e amar.
À noite repousam sua beleza
Para no dia seguinte brotar.
Caminha, corre, sorri;
É feito cochilar pelo desgaste.
À noite repousa seu corpo cansado
Para no dia seguinte despertar.
E assim se dá a rotina
Semelhante ou dispare,
Porque das flores e do povo
Só difere o teu olhar.
Mariana Rosell
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