Moldura que molda
Ferro que solda
E assim se forma
A tua forma
Moldura da alma
Moldura na palma
Moldura na alma
Moldura que acalma
Moldura de dor
Moldura de amor
Some a dor
Fica o amor
Moldura de prata
Moldura de bronze
Moldura de graça
Emoldura de longe
Moldura no teto
Moldura na mão
Emoldura de perto
Emoldura o coração
Mariana Rosell
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Quantas pessoas passam?Vêm e vão. No corre-corre da cidade, sobra pouco tempo para ver a vida passar. Vemos todos passar por ela. Mas quantos desse vivem?
Na multidão se perde o ser. Num mundo em que ter é mais importante do que ser, busca-se sempre aquilo que, no fim, não vale nada.
Lucro, dinheiro, o carro da moda, a casa maior, a roupa mais bonita... Tudo isso pra quê?Por quê?Se isso te trouxer felicidade, ela é momentânea, e se sua satisfação pessoa vier com isso, você é vazio e pobre!
De espírito, de amigos, de vida, de você mesmo. Pobre porque toda riqueza passará e você não tem nada do que fica. Não deu valor ao que vale.
Quanto mais o tempo passa, mais os valores se perdem. Cadê o respeito (o primeiro dos valores)?Provavelmente está perdido na multidão que vai, vem, volta, vira, revira e não para pra pensar.
É tanto corre-corre que as palavras estão correndo da mente e do papel... Correram, saíram, fugiram, sumiram!
Mariana Rosell
Na multidão se perde o ser. Num mundo em que ter é mais importante do que ser, busca-se sempre aquilo que, no fim, não vale nada.
Lucro, dinheiro, o carro da moda, a casa maior, a roupa mais bonita... Tudo isso pra quê?Por quê?Se isso te trouxer felicidade, ela é momentânea, e se sua satisfação pessoa vier com isso, você é vazio e pobre!
De espírito, de amigos, de vida, de você mesmo. Pobre porque toda riqueza passará e você não tem nada do que fica. Não deu valor ao que vale.
Quanto mais o tempo passa, mais os valores se perdem. Cadê o respeito (o primeiro dos valores)?Provavelmente está perdido na multidão que vai, vem, volta, vira, revira e não para pra pensar.
É tanto corre-corre que as palavras estão correndo da mente e do papel... Correram, saíram, fugiram, sumiram!
Mariana Rosell
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Tempestade
Foi bom te ver e saber que a tempestade já passou... Agora ela está em mim. Não posso reclamar, não tenho nenhum direito. Eu tive a minha chance e a desperdicei. Infelizmente não sei se haverá outra, mas se houver, peço que dessa vez seja na hora certa.
É, porque, hoje consigo ver que a pessoa certa veio na hora errada. Uma pena a vida ser assim. Por que não é simples: encontramos logo de primeira, aquele para o qual diremos todas nossas aflições e confissões?A matemática da vida não é assim... Desencontros, despedidas, desvios são comuns... Só espero que um dia a tempestade passe, não importa como for.
Eu sei que agora é preciso enfrentá-la e, talvez, eu mereça passar por isso, porque, ainda que sem intenção, eu fiz sofrer. É isso que me mata!Era tudo que eu não queria. Não entendo mesmo porque tem que ser assim... É triste imaginar o que poderia ter sido, ou não!Não quero mais pensar, vou tentar levar minha vida e eu sei que vou conseguir.
Preciso esquecer os olhares tortos que levei, da dor que causei e da tristeza que passei. Eu vou conseguir!Focar num futuro de História e deixar que o responsável por toda a vida se encarregue de proporcionar o melhor para nós!Você é especial e para sempre será e quero que seja feliz seja como e com quem for.Eu sei que estaremos bem, juntos ou não; ou melhor, com certeza juntos, seja como for!
Mariana Rosell
É, porque, hoje consigo ver que a pessoa certa veio na hora errada. Uma pena a vida ser assim. Por que não é simples: encontramos logo de primeira, aquele para o qual diremos todas nossas aflições e confissões?A matemática da vida não é assim... Desencontros, despedidas, desvios são comuns... Só espero que um dia a tempestade passe, não importa como for.
Eu sei que agora é preciso enfrentá-la e, talvez, eu mereça passar por isso, porque, ainda que sem intenção, eu fiz sofrer. É isso que me mata!Era tudo que eu não queria. Não entendo mesmo porque tem que ser assim... É triste imaginar o que poderia ter sido, ou não!Não quero mais pensar, vou tentar levar minha vida e eu sei que vou conseguir.
Preciso esquecer os olhares tortos que levei, da dor que causei e da tristeza que passei. Eu vou conseguir!Focar num futuro de História e deixar que o responsável por toda a vida se encarregue de proporcionar o melhor para nós!Você é especial e para sempre será e quero que seja feliz seja como e com quem for.Eu sei que estaremos bem, juntos ou não; ou melhor, com certeza juntos, seja como for!
Mariana Rosell
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Majestosa verde e rosa

Vem pro desfile
Majestosa
Nossa querida
Verde e rosa
Na passarela
Ela desfila
A cor do som
A luz da vida
O samba
No pé da mulata
Vem todo vestido
De prata
Reluz por toda
Sapucaí
A baiana
A passista
E a mirim
Vai impecável
Até o fim
E faz tremer
A arquibancada
Com sua alegre
Entoada
Vai mais uma vez
Minha Mangueira
Ensina o carnaval
Estação Primeira
Mariana Rosell
Majestosa
Nossa querida
Verde e rosa
Na passarela
Ela desfila
A cor do som
A luz da vida
O samba
No pé da mulata
Vem todo vestido
De prata
Reluz por toda
Sapucaí
A baiana
A passista
E a mirim
Vai impecável
Até o fim
E faz tremer
A arquibancada
Com sua alegre
Entoada
Vai mais uma vez
Minha Mangueira
Ensina o carnaval
Estação Primeira
Mariana Rosell
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O carnaval de Aline
Chegou fevereiro, e com ele a festa, a alegria, a correria, a alegoria. Todos se animam, cantam, dançam, viajam e se alegram. Já é normal a agitação. E para Aline seu momento chegou.
Aline não para de ensaiar, não viaja, mas canta e dança e se anima. Para ela, fevereiro é o melhor dos meses, a melhor festa. Tem muita graça o carnaval. A festa mais brasileira de todas, para Aline é comemoração.
Todas as cores da época se unem em duas cores sob a vista de Aline: verde e rosa. É verde e rosa para todo lado no mês de fevereiro. A alegria vira êxtase; a festa, carnaval; o riso, estampa facial; iniciou-se o carnaval.
Mais um se foi. Mas ainda há tempo para Aline sambar. O repique ainda toca e o corre-corre cede por um instante. Mais um carnaval que se encerra, mais um desfile terminado, mais uma Sapucaí se completou. Anda há tempo para sambar, festejar, carnavalizar. Aline tem que sambar.
A saber: Aline é passista da Estação Primeira.
Mariana Rosell
Aline não para de ensaiar, não viaja, mas canta e dança e se anima. Para ela, fevereiro é o melhor dos meses, a melhor festa. Tem muita graça o carnaval. A festa mais brasileira de todas, para Aline é comemoração.
Todas as cores da época se unem em duas cores sob a vista de Aline: verde e rosa. É verde e rosa para todo lado no mês de fevereiro. A alegria vira êxtase; a festa, carnaval; o riso, estampa facial; iniciou-se o carnaval.
Mais um se foi. Mas ainda há tempo para Aline sambar. O repique ainda toca e o corre-corre cede por um instante. Mais um carnaval que se encerra, mais um desfile terminado, mais uma Sapucaí se completou. Anda há tempo para sambar, festejar, carnavalizar. Aline tem que sambar.
A saber: Aline é passista da Estação Primeira.
Mariana Rosell
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O carnaval de Renato
Chegou fevereiro, e com ele a festa, a alegria, a correria, a alegoria. Todos se animam, cantam, dançam, viajam e se alegram. Já é normal a agitação. Mas para Renato não tem festa.
Renato não para de trabalhar, não viaja, não canta, não dança, não se anima. Para ele, fevereiro não tem graça, não tem festa. Não tem graça o carnaval. A festa mais brasileira de todas, para Renato não é festa.
Todas as cores da época se unem em uma só cor sob a vista de Renato: o vermelho. É vermelho para todo lado no mês de fevereiro. A alegria vira desespero; a festa, funeral; o riso vira choro; acabou-se o carnaval.
Mais um se foi. Mas já não há tempo para Renato chorar. A sirene tocou de novo e o corre-corre tem que recomeçar. Mais alguém que precisa de ajuda, mais alguém para salvar, mais alguém que pode morrer. Também não há tempo para raciocinar ou hesitar. Renato deve tentar salvar.
A saber: Renato trabalha no resgate do hospital.
Mariana Rosell
Renato não para de trabalhar, não viaja, não canta, não dança, não se anima. Para ele, fevereiro não tem graça, não tem festa. Não tem graça o carnaval. A festa mais brasileira de todas, para Renato não é festa.
Todas as cores da época se unem em uma só cor sob a vista de Renato: o vermelho. É vermelho para todo lado no mês de fevereiro. A alegria vira desespero; a festa, funeral; o riso vira choro; acabou-se o carnaval.
Mais um se foi. Mas já não há tempo para Renato chorar. A sirene tocou de novo e o corre-corre tem que recomeçar. Mais alguém que precisa de ajuda, mais alguém para salvar, mais alguém que pode morrer. Também não há tempo para raciocinar ou hesitar. Renato deve tentar salvar.
A saber: Renato trabalha no resgate do hospital.
Mariana Rosell
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Nina bailarina
Nina menina
Uma bailarina
É tão pequenina
Quer ser dançarina
E pula e dança
E gira a criança
É nossa menina
Doce bailarina
Ela faz pirueta
Salta lá no céu
E toda a letra
Ta lá no papel
De noite termina
Sua fantasia
Põe a sapatilha
E dança a menina
A Nina no palco
Cheirando a talco
Levita no alto
Deita no tablado
A luz se apaga
A dança termina
A turma afaga
A pequena Nina
Mariana Rosell
Uma bailarina
É tão pequenina
Quer ser dançarina
E pula e dança
E gira a criança
É nossa menina
Doce bailarina
Ela faz pirueta
Salta lá no céu
E toda a letra
Ta lá no papel
De noite termina
Sua fantasia
Põe a sapatilha
E dança a menina
A Nina no palco
Cheirando a talco
Levita no alto
Deita no tablado
A luz se apaga
A dança termina
A turma afaga
A pequena Nina
Mariana Rosell
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