O toque da areia
A brisa do mar
O sol que bronzeia
O cheiro de terra no ar
Em volta as montanhas
Frontalmente o horizonte
Que toca o mar pelas entranhas
E faz da água nossa fonte
Bela praia
Leve brisa
Sal do mar
Sabor da vida
O céu azul
As árvores a farfalhar
O som das ondas
Quebrando no mar
Sensação de vida
Sensação de prazer
Sensação de melhora
Sensação de renascer
Nuvens fogem
Pelo mar afora
Com o mar na minha frente
Me sinto bem melhor
Areia fina
De cor branca
Grama verde
Forra a montanha
Azul do céu
Azul do mar
Verde da montanha
Amor no ar
Mariana Rosell
terça-feira, 1 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Tatuado em mim
Tatuei seu rosto
Por todo o meu corpo
Tatuei seu nome
Para jamais esquecer
Fiz de você
Marca permanente
Que brotou a semente
Do meu novo ser
Você ta marcado
Colado
Grifado
Em mim
Tatuei você
Tatuei você
Tatuei em mim
O rosto que mais amei
Você está marcado em mim
E vai ser sempre assim
Com seu nome
Seu rosto, você em mim
Permanente
Insistente
Consistente
Tatuado em mim
Mariana Rosell
Por todo o meu corpo
Tatuei seu nome
Para jamais esquecer
Fiz de você
Marca permanente
Que brotou a semente
Do meu novo ser
Você ta marcado
Colado
Grifado
Em mim
Tatuei você
Tatuei você
Tatuei em mim
O rosto que mais amei
Você está marcado em mim
E vai ser sempre assim
Com seu nome
Seu rosto, você em mim
Permanente
Insistente
Consistente
Tatuado em mim
Mariana Rosell
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Tecnologia
A tecnologia que destrói o belo
tira do sol o amarelo
submete todo o Sul
tira do mar o seu azul
pinta de cinza a paisagem
que irriga e faz drenagem
faz voar e faz matar
faz sorrir e faz chorar
traz a fome, traz a sede
tira da mata o seu verde
vem a noite, vem a lua
tira a grama e põe a rua
polui o rio e os ares
derrete o gelo
aumenta os mares
destrói lares
trouxe a modernização
sem pensar na extinção
na destruição
na poluição
na submissão
na obrigação
na contradição.
Mariana Rosell
tira do sol o amarelo
submete todo o Sul
tira do mar o seu azul
pinta de cinza a paisagem
que irriga e faz drenagem
faz voar e faz matar
faz sorrir e faz chorar
traz a fome, traz a sede
tira da mata o seu verde
vem a noite, vem a lua
tira a grama e põe a rua
polui o rio e os ares
derrete o gelo
aumenta os mares
destrói lares
trouxe a modernização
sem pensar na extinção
na destruição
na poluição
na submissão
na obrigação
na contradição.
Mariana Rosell
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Bahia
Terra de amores, flores e cores
Terra de bares, mares e lares
Terra de vigários, operários e itinerários
Terra de Gil e Caetano
Terra de Gal e Bethânia
Terra de Dorival do samba
Terra de histórias
Terra de glórias
Terra de oratórias
Terra de sóis
Terra de anzóis
Terra de lençóis
Com ou sem
Todos os seus santos
Ainda mantém
Todos seus encantos
Terra verde e amarela
Terra branca e anil
Talvez seja a mais bela
Terra do nosso Brasil
Mariana Rosell
Terra de bares, mares e lares
Terra de vigários, operários e itinerários
Terra de Gil e Caetano
Terra de Gal e Bethânia
Terra de Dorival do samba
Terra de histórias
Terra de glórias
Terra de oratórias
Terra de sóis
Terra de anzóis
Terra de lençóis
Com ou sem
Todos os seus santos
Ainda mantém
Todos seus encantos
Terra verde e amarela
Terra branca e anil
Talvez seja a mais bela
Terra do nosso Brasil
Mariana Rosell
sábado, 1 de maio de 2010
Amor, sol, lençol e carinho
Hoje cheguei a sangrar por dentro
Porque me fez lembrar o ungüento
Daquela noite bordado de sol
Que observei emaranhada no lençol
Envolvida nos laços dos seus braços
Fiquei, permaneci, enterneci
Preenchi com amor todos os espaços
E com lençol e sol nos cobri
Desfeito nosso olímpico ninho
Eu parti deixando você sozinho
Embaraçado, embolado no lençol
Parti sozinha, deixei o sol
Deixei só, você no lençol
Deixei você somente com o sol
Vim só, senti saudade
De toda sua claridade
Vamos reencontrar o lençol
Trago o amor e você o sol
Em nosso ninho
Só restará amor, sol e carinho
Mariana Rosell
Porque me fez lembrar o ungüento
Daquela noite bordado de sol
Que observei emaranhada no lençol
Envolvida nos laços dos seus braços
Fiquei, permaneci, enterneci
Preenchi com amor todos os espaços
E com lençol e sol nos cobri
Desfeito nosso olímpico ninho
Eu parti deixando você sozinho
Embaraçado, embolado no lençol
Parti sozinha, deixei o sol
Deixei só, você no lençol
Deixei você somente com o sol
Vim só, senti saudade
De toda sua claridade
Vamos reencontrar o lençol
Trago o amor e você o sol
Em nosso ninho
Só restará amor, sol e carinho
Mariana Rosell
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Tercetos de adeus
É, agora vai ser assim
Eu com você
E você sem mim
A nossa flor se perdeu
Dei ao primeiro que
Passou quando a lua acendeu
Nossa taça se quebrou
Junto com o amor
Que há tempos se acabou
Tudo o que era seu eu joguei
Pela janela do quarto
Que um dia eu usei
Você saiu pela porta
E não estranhei
A nossa história já era morta
Mesmo com o pequeno ruído
Que você fez ao ir embora
Eu sabia que você tinha saído
Melhor assim
Eu com você
E você sem mim
Do que era seu
Guardei apenas o bilhete
Que na chuva você me deu
Mesmo molhado, borrado
Sujo e rasgado
Ele sempre será guardado
Ah!esse bilhete
Representa todo o nada
Que um dia foi tudo
Tudo que agora
Está apenas no bilhete
E na sujeira embaixo do tapete
Nossa foto é com o tempo
Ele irá apagar
A lembrança do nosso momento
Joguei quase tudo fora
Arranquei até as cortinas
Que você não levou embora
Na parede aquele quadro
Está quase destruído
O vidro é todo estilhaçado
Por causa daquela flor
Toda de pedra
Que você jogou na parede
Querendo acertar o nosso amor
Você errou o alvo cego
E acertou o quadro verde
O que você pensa agora
Tanto faz
Sua opinião não mais me importa
Fizemos questão de separar
O que parecia estar unido
Mas na verdade só faltava quebrar
Os cacos da nossa união
Escondi no cofre
Nem tentei colar em vão
Nossa almofada colorida
Não está mais
Nem perfumada nem preenchida
O violão você deixou
E aqui vai ficar
Para eu lembrar do que passou
Devolve-me a flauta
Que você roubou
Ela é minha, toda minha
Na mesa do café
Ficou o guardanapo
Embrulhando a minha colher
Juro que tentei correr
Pra tentar me despedir
Mas você fez questão de se esconder
Então pegue essas palavras
Pois elas serão as últimas
Por elas vou me despedir
Tudo o que é seu está no chão
O meu novo telefone
Anotei num papel de pão
Se um dia quiser ligar
Não tenha dúvida
Ainda tenho algo a falar
Mas se acaso estiver ocupada
Não se iluda
Estarei com alguém que me faça sentir muito mais amada
Mariana Rosell
Eu com você
E você sem mim
A nossa flor se perdeu
Dei ao primeiro que
Passou quando a lua acendeu
Nossa taça se quebrou
Junto com o amor
Que há tempos se acabou
Tudo o que era seu eu joguei
Pela janela do quarto
Que um dia eu usei
Você saiu pela porta
E não estranhei
A nossa história já era morta
Mesmo com o pequeno ruído
Que você fez ao ir embora
Eu sabia que você tinha saído
Melhor assim
Eu com você
E você sem mim
Do que era seu
Guardei apenas o bilhete
Que na chuva você me deu
Mesmo molhado, borrado
Sujo e rasgado
Ele sempre será guardado
Ah!esse bilhete
Representa todo o nada
Que um dia foi tudo
Tudo que agora
Está apenas no bilhete
E na sujeira embaixo do tapete
Nossa foto é com o tempo
Ele irá apagar
A lembrança do nosso momento
Joguei quase tudo fora
Arranquei até as cortinas
Que você não levou embora
Na parede aquele quadro
Está quase destruído
O vidro é todo estilhaçado
Por causa daquela flor
Toda de pedra
Que você jogou na parede
Querendo acertar o nosso amor
Você errou o alvo cego
E acertou o quadro verde
O que você pensa agora
Tanto faz
Sua opinião não mais me importa
Fizemos questão de separar
O que parecia estar unido
Mas na verdade só faltava quebrar
Os cacos da nossa união
Escondi no cofre
Nem tentei colar em vão
Nossa almofada colorida
Não está mais
Nem perfumada nem preenchida
O violão você deixou
E aqui vai ficar
Para eu lembrar do que passou
Devolve-me a flauta
Que você roubou
Ela é minha, toda minha
Na mesa do café
Ficou o guardanapo
Embrulhando a minha colher
Juro que tentei correr
Pra tentar me despedir
Mas você fez questão de se esconder
Então pegue essas palavras
Pois elas serão as últimas
Por elas vou me despedir
Tudo o que é seu está no chão
O meu novo telefone
Anotei num papel de pão
Se um dia quiser ligar
Não tenha dúvida
Ainda tenho algo a falar
Mas se acaso estiver ocupada
Não se iluda
Estarei com alguém que me faça sentir muito mais amada
Mariana Rosell
quarta-feira, 31 de março de 2010
A dor (No fundo dos olhos dele)
Ele veio como quem não sabia o que dizer, mas na verdade ele não sabia como dizer. Tocou em meus braços, segurou minha mão e acariciou meu rosto com todo amor que sentia por mim. Senti que ele queria me falar algo, mas não achava as palavras. No fundo dos olhos mais lindos que eu já vi, havia uma dor, muita dor.
Não suportando me olhar profundamente, ele se virou de lado e parou durante instantes. Ao fim de sua pausa, que para mim pareceu eterna, ele disse palavras desconexas das quais não pude extrair nenhum significado. A única coisa que conseguia observar era a dor no fundo dos olhos dele.
Eu queria ajudá-lo, penetrar na mente dele para poupá-lo do sofrimento de ter que pronunciar aquelas palavras que insistiam em não sair. Então me esforcei para decifrar os códigos da angústia que habitava e intensificava a dor no fundo dos olhos dele.
Percebia que algo o estava incomodando muito. De repente, entendi; no gesto simples e no lamento da expressão, pude compreender que aquele era o adeus. Então só conseguia ver a dor no fundo dos olhos dele.
Ao perceber que eu compreendera seus sinais, pareceu respirar aliviado por se ver livre do fardo de ter que me dizer adeus. Ele então me olhou da maneira mais profunda; a dor ainda estava no fundo dos olhos dele, mas agora esta tinha que lutar com o brilho que só aqueles olhos tinham.
Ele não disse nada, abriu a porta e saiu.
Mariana Rosell
Não suportando me olhar profundamente, ele se virou de lado e parou durante instantes. Ao fim de sua pausa, que para mim pareceu eterna, ele disse palavras desconexas das quais não pude extrair nenhum significado. A única coisa que conseguia observar era a dor no fundo dos olhos dele.
Eu queria ajudá-lo, penetrar na mente dele para poupá-lo do sofrimento de ter que pronunciar aquelas palavras que insistiam em não sair. Então me esforcei para decifrar os códigos da angústia que habitava e intensificava a dor no fundo dos olhos dele.
Percebia que algo o estava incomodando muito. De repente, entendi; no gesto simples e no lamento da expressão, pude compreender que aquele era o adeus. Então só conseguia ver a dor no fundo dos olhos dele.
Ao perceber que eu compreendera seus sinais, pareceu respirar aliviado por se ver livre do fardo de ter que me dizer adeus. Ele então me olhou da maneira mais profunda; a dor ainda estava no fundo dos olhos dele, mas agora esta tinha que lutar com o brilho que só aqueles olhos tinham.
Ele não disse nada, abriu a porta e saiu.
Mariana Rosell
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