quinta-feira, 11 de junho de 2009

Há aqueles...

Há aqueles que estão longe e, mesmo assim, se fazem presentes e aqueles que estão perto, mas parecem estar a quilômetros de distância.
Há aqueles que me fazem uma imensa falta e aqueles que são dispensáveis; aqueles em que penso todo dia e aqueles dos quais mal me lembro.
Há aqueles que não vejo há muito tempo e aqueles que vejo todo dia; aqueles que não querem me encontrar e aqueles que eu não quero ver nunca mais.
Há aqueles que se preocupam comigo e aqueles que sabem que eu existo e mesmo assim são capazes de me fazer bem, alegrar meu dia.
Há aqueles que vejo apenas em fotos e aqueles que estão somente em meu lembrar; aqueles que sinto vontade de abraçar e aqueles a quem quero consolar.
Há aqueles que eu verei em breve e aqueles que eu talvez nunca mais veja; aqueles que ainda vou conhecer pessoalmente e aqueles que cruzam meu caminho todo dia e eu nem mesmo sei o nome.
Há aqueles que admiro; e desses, há os que me conhecem e os que são exemplos inconscientes de mim.
Há aqueles muito especiais; e desses, há os que me confortam com abraços e os que me consolam com palavras.
Há aqueles que amo; e esses, estejam onde estiver, ajam como agir, saibam ou não de mim; serão sempre para sempre!


Mariana Rosell

sábado, 6 de junho de 2009

Ensaio sobre o corpo com a dança II

A dança experimenta o meu ser, me leva ao extremo dos meus limites e me transporta para um plano incapaz de ser descrito.
O movimento do meu corpo transpõe o que sinto, incorpora o meu eu e constrói a minha dança, que, coreografada ou de improviso, me inspira a cada dia.
Cada passo, cada movimento, cada gesto simples...Tudo me faz notar meu corpo e com ele aprendo a observar todos os meus detalhes...Cada traço peculiar e único, cada traço só meu, cada traço exclusivo e desacompanhado, cada traço que faz do meu corpo especial.
Especial então, é minha dança...O movimento que só eu sei fazer, do meu jeito ninguém consegue repetir...O corpo é só meu, o movimento é só meu, a dança é só minha!


Mariana Rosell

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Chega

Chega
De dizer pra tudo não
De se perder na multidão
De enganar o cidadão
De condenar o pagão
De humilhar o chorão
De burlar o ganha-pão
De promover a enganação
De induzir a escuridão
De pré-julgar o seu irmão
De ajudar na ilusão
De confabular com o ladrão
De se fazer de amigão
De procurar a perfeição
De só usar a negação
De provocar a discussão
De abandonar o outro pelo chão
De caçoar do esquisitão
De negar a miscigenação
De boicotar a solução
De idolatrar o bonitão
De só brincar no São João
De controlar o coração
E de viver a vida em vão
Chega!

Mariana Rosell

sábado, 25 de abril de 2009

Pingo

Pingo de sol
Pingo de ar
Pingo de dó
Pingo de mar

Pinga no céu
Pinga no mar
Pinga no véu
Pinga no lar

Pingo de amor
Pingo de não
Pingo de dor
Pinga no chão

Pingo amarelo
Pingo azul
Pinga no norte
Pinga no sul

Pinga o pingo
Pingo pinga
Chora o choro
Choro chora

Seca o pingo
Pingo seca
Sorri o sorriso
Sorriso de amor


Mariana Rosell

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ensaio sobre o corpo com a dança I

Com meu corpo expresso o sentimento que a alma sente e os olhos negam... O movimento mostra ao mundo meu interior que inteiro ou em pedaços pode estar... A dança traduz o que não consigo dizer... Nem sempre o que digo é expresso, ás vezes está preso... O meu corpo é o instrumento da minha dança que instrui a minha alma a mostrar o que sou... Triste ou alegre, eu danço... É através da dança que desafogo meu coração... Quando danço é que me exponho ao máximo... Aquele que me viu dançar, viu tudo de mim; como sou e como estou... Posso estar no palco sob a luz ou na escuridão do meu quarto... Quando danço estou em paz... Meu espírito transborda pelas minhas extremidades e parece sair de mim... Me sinto leve como uma pluma... Me sinto bem quando uno meu corpo, minha alma, meu espírito e tudo que há em mim no movimento da minha dança!

Mariana Rosell

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ouvi uma margarida falar

As flores não costumam falar
Mas podem falar sim
Basta olhar, imaginar
Ou apenas ouvir

Mas um dia desses
Sei lá
Ouvi alguém sussurrar

O que, não sei muito bem
Só sei que eu ouvi
Chamou de ‘meu bem’
E eu até sorri

Você pode não acreditar
Mas eu tenho certeza
Eu estava lá
Ouvi uma margarida falar

Pode ter certeza
E até confirmar
Quando eu estava lá
Ouvi uma margarida falar

Ouvi uma margarida falar

A ouvi cantar
A ouvi sussurrar
A ouvi chorar
Mas a vi sorrir

Mariana Rosell

sábado, 11 de abril de 2009

Luís

Ele faz e acontece
Deixa todas a seus pés
Não sei dizer se é bonito
Mas tem algo que encanta

Não sei se é a boca
Nem se são os olhos
Se é a fala inteligente
Ou a timidez de inocente

No fundo dos olhos
Está a delicadeza
E em tudo que ele faz
Está sua beleza

Das mulheres é o sonho
E dos homens, pesadelo
Quando ele passa
Não se nora mais ninguém

Vem de chapéu
E violão na mão
A atenção é toda sua
E começa a canção

Então ele canta
Conquista e encanta
Vai embora, mas fica
Nos sonhos das moças


Mariana Rosell