Brotam novas a cada dia,
Ao amanhecer se entregam
Ao mundo, as flores de toda
A vida.
Desperta cansado todo dia
O povo humilde que se entrega
Ao poder de todos os senhores,
Os mandantes.
E elas crescem e desenvolvem
As cores; e as flores
Fazem da cidade algo
Um pouco mais colorido.
E ele vai comprimido
Pelos seus pares, pelos trilhos
E trajetórias semelhantes,
Massacrantes.
Perfumam, embelezam, sorriem,
Fazem sorrir, cheirar e amar.
À noite repousam sua beleza
Para no dia seguinte brotar.
Caminha, corre, sorri;
É feito cochilar pelo desgaste.
À noite repousa seu corpo cansado
Para no dia seguinte despertar.
E assim se dá a rotina
Semelhante ou dispare,
Porque das flores e do povo
Só difere o teu olhar.
Mariana Rosell
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
“Se é amor, que seja verdadeiro.”
Não entendo a redundância.
Por acaso existe amor que não seja verdadeiro?
Para mim, não faz sentido.
Quando se ama, só pode ser com verdade.
Sem verdade não há amor, não há entrega, não há cumplicidade.
O amor é verdade, e esta lhe é intrínseca!
Mariana Rosell
Por acaso existe amor que não seja verdadeiro?
Para mim, não faz sentido.
Quando se ama, só pode ser com verdade.
Sem verdade não há amor, não há entrega, não há cumplicidade.
O amor é verdade, e esta lhe é intrínseca!
Mariana Rosell
domingo, 15 de novembro de 2009
Complexo
Agora só me resta escrever
As lágrimas rolam novamente
E os olhos fazem transparecer
A dor que a gente finge que não sente
Não adianta olhar pra trás
Meu tempo passou e eu não vi
Ainda não entendo, mas
Eu vou sorrir para fingir
Não será completo fingimento
Não é sempre que é dor
É um complexo sentimento
Algum tipo de amor
Talvez seja arrependimento
E é isso que parece
Mas já não é meu o momento
Não sou eu quem acontece
Só me resta olhar pra frente
Ou olhar ao meu redor
Tanta gente diz que sente
E eu sei que não sou só
Vou tentar não mais chorar
Descansar no anoitecer
Minha vida vou levar
Esperando por você
Mariana Rosell
As lágrimas rolam novamente
E os olhos fazem transparecer
A dor que a gente finge que não sente
Não adianta olhar pra trás
Meu tempo passou e eu não vi
Ainda não entendo, mas
Eu vou sorrir para fingir
Não será completo fingimento
Não é sempre que é dor
É um complexo sentimento
Algum tipo de amor
Talvez seja arrependimento
E é isso que parece
Mas já não é meu o momento
Não sou eu quem acontece
Só me resta olhar pra frente
Ou olhar ao meu redor
Tanta gente diz que sente
E eu sei que não sou só
Vou tentar não mais chorar
Descansar no anoitecer
Minha vida vou levar
Esperando por você
Mariana Rosell
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Soneto da espera II
Estou disposta a esperar
Todo o tempo necessário
Para que você possa me dar
Uma dose de amor diário
Ponho-me sempre a olhar
As recordações postas no armário
Algumas vezes me fazem chorar,
E não é extraordinário
Sou toda disposição
Para esperar você
Sei que não será em vão
Estou aqui para você
Está aberto meu coração
Para novo amor viver
Mariana Rosell
Todo o tempo necessário
Para que você possa me dar
Uma dose de amor diário
Ponho-me sempre a olhar
As recordações postas no armário
Algumas vezes me fazem chorar,
E não é extraordinário
Sou toda disposição
Para esperar você
Sei que não será em vão
Estou aqui para você
Está aberto meu coração
Para novo amor viver
Mariana Rosell
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Quem saberá
Quem saberá dizer
Qual a luz do sol
A cor de céu
O som do mar
Quem saberá explicar
A dor de amar
O sabor do cajá
A flor a brotar
Quem saberá entender
O filho que nasce
A noite que cresce
A luz que aparece
Quem saberá definir
O que nos faz sentir
O que nos faz sorrir
O que faz alguém mentir
Quem saberá amar
Quem saberá contar
Quem saberá julgar
Quem saberá falar
Mariana Rosell
Qual a luz do sol
A cor de céu
O som do mar
Quem saberá explicar
A dor de amar
O sabor do cajá
A flor a brotar
Quem saberá entender
O filho que nasce
A noite que cresce
A luz que aparece
Quem saberá definir
O que nos faz sentir
O que nos faz sorrir
O que faz alguém mentir
Quem saberá amar
Quem saberá contar
Quem saberá julgar
Quem saberá falar
Mariana Rosell
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pelo vidro da janela
Chove muito na cidade. São as lágrimas do céu que se multiplicam, revigoram, intensificam, mas não cessam de maneira nenhuma. Pelo vidro da janela a cidade acinzentou e tudo agora é escuro.
As crianças correram pro coberto, saíram fugidas da piscina, do parquinho e da quadra. A grama parece satisfeita, quase vejo um sorriso no verde que existiu na paisagem. Pelo vidro da janela só se ouve a sonora queda da água no solo petrificado.
O sol também fugiu e deixou em seu lugar as nuvens cinza-claro que se iluminam de tempo em tempo com os raios do trovão. A chuva agora virou tempestade. Pelo vidro da janela não se pode ver mais nada.
Seguiam-se raios e barulhentos trovões que agora abafavam a queda das águas. E de repente o cinza coloriu. Não se pode identificar a cor, mas era bonita e destacou de toda a monocromia. Pelo vidro da janela uma rosa nasceu.
A rosa não trouxe só a cor, aos poucos tudo clareou, a chuva cessou e permitiu que se observasse a maior beleza de todas as coisas de fora. E de dentro também. Tudo ficou bonito, iluminado, claro. Pelo vidro da janela uma rosa nasceu.
Mariana Rosell
As crianças correram pro coberto, saíram fugidas da piscina, do parquinho e da quadra. A grama parece satisfeita, quase vejo um sorriso no verde que existiu na paisagem. Pelo vidro da janela só se ouve a sonora queda da água no solo petrificado.
O sol também fugiu e deixou em seu lugar as nuvens cinza-claro que se iluminam de tempo em tempo com os raios do trovão. A chuva agora virou tempestade. Pelo vidro da janela não se pode ver mais nada.
Seguiam-se raios e barulhentos trovões que agora abafavam a queda das águas. E de repente o cinza coloriu. Não se pode identificar a cor, mas era bonita e destacou de toda a monocromia. Pelo vidro da janela uma rosa nasceu.
A rosa não trouxe só a cor, aos poucos tudo clareou, a chuva cessou e permitiu que se observasse a maior beleza de todas as coisas de fora. E de dentro também. Tudo ficou bonito, iluminado, claro. Pelo vidro da janela uma rosa nasceu.
Mariana Rosell
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Fim ao fim
É triste reconhecer
Mas é a mais pura verdade
Não há como esconder
Já não há mais amizade
Ninguém se gosta mais
Acabou-se o respeito
Desde os nossos ancestrais
Isso grita lá no peito
Talvez não tenha mais solução
Mas ainda guardo a esperança
Que habita o coração
Da mais inocente criança
Esse mundo inseguro
Cheio de dúvida
Que não sabe o que é puro
Desde antes das Guerras Púnicas
Será que tem mesmo
Que ser assim
Eu posso fazer diferente
Basta começar por mim
Cada um fazendo sua parte
Talvez ainda haja um jeito
Transforme a vida numa arte
Acabando com o preconceito
Vamos então resolver
Façamos então assim
Você começa por você
E eu começo por mim
Talvez assim
Possamos por fim
Ao que quer dar fim
Mariana Rosell
Mas é a mais pura verdade
Não há como esconder
Já não há mais amizade
Ninguém se gosta mais
Acabou-se o respeito
Desde os nossos ancestrais
Isso grita lá no peito
Talvez não tenha mais solução
Mas ainda guardo a esperança
Que habita o coração
Da mais inocente criança
Esse mundo inseguro
Cheio de dúvida
Que não sabe o que é puro
Desde antes das Guerras Púnicas
Será que tem mesmo
Que ser assim
Eu posso fazer diferente
Basta começar por mim
Cada um fazendo sua parte
Talvez ainda haja um jeito
Transforme a vida numa arte
Acabando com o preconceito
Vamos então resolver
Façamos então assim
Você começa por você
E eu começo por mim
Talvez assim
Possamos por fim
Ao que quer dar fim
Mariana Rosell
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