Para e sobre Chico Buarque
Com seu canto atrapalhado
E suas palavras amorosas
E seu tom apaixonado
Fez cantar a verde-e-rosa
Fez brotar uma semente
De tanta admiração
No meu filho está presente
Ainda que só no coração
Ainda assim é muito importante
Trovador, político e cronista
Malandro e amante
Em emocionar é especialista
Em me entender
É mais do que capaz
Seja amor pra nunca esquecer
Seja apenas amor fugaz
Seja sempre meu amor
Meu deus musical
Se mantenha trovador
De sorriso angelical
De feição brava imponente
Faz mostrar seu Chico crítico
Faz pensar a minha mente
O seu Chico de político
O seu Chico cronista
Me transformará como puder
Chico é especialista
No meu lado de mulher
No meu lado de mulher
Complicado e muito errante
Canta o seu bem-me-quer
O seu Chico de amante
O seu Chico de malandro
Faz sonhar o meu pensar
Encontro em ti o meu recanto
Para cantar, dançar e amar
Para cantar a esperança
Me cantou desde menina
Me cantou quando criança
Ao cantar a bailarina
Ao cantar o seu malandro
Fez em mim o meu amor
Para sempre Chico eu canto
De você o meu amor
Mariana Rosell
sexta-feira, 19 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Espero-te no cais
Ainda te espero no cais
Só isso e nada mais
É o que desejo que saibas
Que ainda te aguardo no cais
Não me importa que partiste
Foste embora sem pensar
No que estavas a deixar
Nas cadeiras, para trás
Basta apenas que retornes
Só isso e nada mais
Saibas que estarei aqui
Aguardando-te no cais
Estou disposta a esquecer
As contendas que tivemos
Não peço nada em excesso
Saibas que no cais ainda te espero
Faço minhas tuas palavras
Sei que nada foi em vão
Nosso amor é com as ondas
Que no mar só vêm e vão
Não importa a tua demora
Para mim não é demais
Sei que não perco as horas
Que te espero aqui no cais
Mariana Rosell
Só isso e nada mais
É o que desejo que saibas
Que ainda te aguardo no cais
Não me importa que partiste
Foste embora sem pensar
No que estavas a deixar
Nas cadeiras, para trás
Basta apenas que retornes
Só isso e nada mais
Saibas que estarei aqui
Aguardando-te no cais
Estou disposta a esquecer
As contendas que tivemos
Não peço nada em excesso
Saibas que no cais ainda te espero
Faço minhas tuas palavras
Sei que nada foi em vão
Nosso amor é com as ondas
Que no mar só vêm e vão
Não importa a tua demora
Para mim não é demais
Sei que não perco as horas
Que te espero aqui no cais
Mariana Rosell
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Há aqueles...
Há aqueles que estão longe e, mesmo assim, se fazem presentes e aqueles que estão perto, mas parecem estar a quilômetros de distância.
Há aqueles que me fazem uma imensa falta e aqueles que são dispensáveis; aqueles em que penso todo dia e aqueles dos quais mal me lembro.
Há aqueles que não vejo há muito tempo e aqueles que vejo todo dia; aqueles que não querem me encontrar e aqueles que eu não quero ver nunca mais.
Há aqueles que se preocupam comigo e aqueles que sabem que eu existo e mesmo assim são capazes de me fazer bem, alegrar meu dia.
Há aqueles que vejo apenas em fotos e aqueles que estão somente em meu lembrar; aqueles que sinto vontade de abraçar e aqueles a quem quero consolar.
Há aqueles que eu verei em breve e aqueles que eu talvez nunca mais veja; aqueles que ainda vou conhecer pessoalmente e aqueles que cruzam meu caminho todo dia e eu nem mesmo sei o nome.
Há aqueles que admiro; e desses, há os que me conhecem e os que são exemplos inconscientes de mim.
Há aqueles muito especiais; e desses, há os que me confortam com abraços e os que me consolam com palavras.
Há aqueles que amo; e esses, estejam onde estiver, ajam como agir, saibam ou não de mim; serão sempre para sempre!
Mariana Rosell
Há aqueles que me fazem uma imensa falta e aqueles que são dispensáveis; aqueles em que penso todo dia e aqueles dos quais mal me lembro.
Há aqueles que não vejo há muito tempo e aqueles que vejo todo dia; aqueles que não querem me encontrar e aqueles que eu não quero ver nunca mais.
Há aqueles que se preocupam comigo e aqueles que sabem que eu existo e mesmo assim são capazes de me fazer bem, alegrar meu dia.
Há aqueles que vejo apenas em fotos e aqueles que estão somente em meu lembrar; aqueles que sinto vontade de abraçar e aqueles a quem quero consolar.
Há aqueles que eu verei em breve e aqueles que eu talvez nunca mais veja; aqueles que ainda vou conhecer pessoalmente e aqueles que cruzam meu caminho todo dia e eu nem mesmo sei o nome.
Há aqueles que admiro; e desses, há os que me conhecem e os que são exemplos inconscientes de mim.
Há aqueles muito especiais; e desses, há os que me confortam com abraços e os que me consolam com palavras.
Há aqueles que amo; e esses, estejam onde estiver, ajam como agir, saibam ou não de mim; serão sempre para sempre!
Mariana Rosell
sábado, 6 de junho de 2009
Ensaio sobre o corpo com a dança II
A dança experimenta o meu ser, me leva ao extremo dos meus limites e me transporta para um plano incapaz de ser descrito.
O movimento do meu corpo transpõe o que sinto, incorpora o meu eu e constrói a minha dança, que, coreografada ou de improviso, me inspira a cada dia.
Cada passo, cada movimento, cada gesto simples...Tudo me faz notar meu corpo e com ele aprendo a observar todos os meus detalhes...Cada traço peculiar e único, cada traço só meu, cada traço exclusivo e desacompanhado, cada traço que faz do meu corpo especial.
Especial então, é minha dança...O movimento que só eu sei fazer, do meu jeito ninguém consegue repetir...O corpo é só meu, o movimento é só meu, a dança é só minha!
Mariana Rosell
O movimento do meu corpo transpõe o que sinto, incorpora o meu eu e constrói a minha dança, que, coreografada ou de improviso, me inspira a cada dia.
Cada passo, cada movimento, cada gesto simples...Tudo me faz notar meu corpo e com ele aprendo a observar todos os meus detalhes...Cada traço peculiar e único, cada traço só meu, cada traço exclusivo e desacompanhado, cada traço que faz do meu corpo especial.
Especial então, é minha dança...O movimento que só eu sei fazer, do meu jeito ninguém consegue repetir...O corpo é só meu, o movimento é só meu, a dança é só minha!
Mariana Rosell
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Chega
Chega
De dizer pra tudo não
De se perder na multidão
De enganar o cidadão
De condenar o pagão
De humilhar o chorão
De burlar o ganha-pão
De promover a enganação
De induzir a escuridão
De pré-julgar o seu irmão
De ajudar na ilusão
De confabular com o ladrão
De se fazer de amigão
De procurar a perfeição
De só usar a negação
De provocar a discussão
De abandonar o outro pelo chão
De caçoar do esquisitão
De negar a miscigenação
De boicotar a solução
De idolatrar o bonitão
De só brincar no São João
De controlar o coração
E de viver a vida em vão
Chega!
Mariana Rosell
De dizer pra tudo não
De se perder na multidão
De enganar o cidadão
De condenar o pagão
De humilhar o chorão
De burlar o ganha-pão
De promover a enganação
De induzir a escuridão
De pré-julgar o seu irmão
De ajudar na ilusão
De confabular com o ladrão
De se fazer de amigão
De procurar a perfeição
De só usar a negação
De provocar a discussão
De abandonar o outro pelo chão
De caçoar do esquisitão
De negar a miscigenação
De boicotar a solução
De idolatrar o bonitão
De só brincar no São João
De controlar o coração
E de viver a vida em vão
Chega!
Mariana Rosell
sábado, 25 de abril de 2009
Pingo
Pingo de sol
Pingo de ar
Pingo de dó
Pingo de mar
Pinga no céu
Pinga no mar
Pinga no véu
Pinga no lar
Pingo de amor
Pingo de não
Pingo de dor
Pinga no chão
Pingo amarelo
Pingo azul
Pinga no norte
Pinga no sul
Pinga o pingo
Pingo pinga
Chora o choro
Choro chora
Seca o pingo
Pingo seca
Sorri o sorriso
Sorriso de amor
Mariana Rosell
Pingo de ar
Pingo de dó
Pingo de mar
Pinga no céu
Pinga no mar
Pinga no véu
Pinga no lar
Pingo de amor
Pingo de não
Pingo de dor
Pinga no chão
Pingo amarelo
Pingo azul
Pinga no norte
Pinga no sul
Pinga o pingo
Pingo pinga
Chora o choro
Choro chora
Seca o pingo
Pingo seca
Sorri o sorriso
Sorriso de amor
Mariana Rosell
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ensaio sobre o corpo com a dança I
Com meu corpo expresso o sentimento que a alma sente e os olhos negam... O movimento mostra ao mundo meu interior que inteiro ou em pedaços pode estar... A dança traduz o que não consigo dizer... Nem sempre o que digo é expresso, ás vezes está preso... O meu corpo é o instrumento da minha dança que instrui a minha alma a mostrar o que sou... Triste ou alegre, eu danço... É através da dança que desafogo meu coração... Quando danço é que me exponho ao máximo... Aquele que me viu dançar, viu tudo de mim; como sou e como estou... Posso estar no palco sob a luz ou na escuridão do meu quarto... Quando danço estou em paz... Meu espírito transborda pelas minhas extremidades e parece sair de mim... Me sinto leve como uma pluma... Me sinto bem quando uno meu corpo, minha alma, meu espírito e tudo que há em mim no movimento da minha dança!
Mariana Rosell
Mariana Rosell
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